Fernanda Reigota
Aquela
figura alta e esguia lançava na minha direção um sorriso desenhado pelo lápis
da felicidade. O cabelo louro e os olhos verdes sublinhavam a maternidade
esplendorosa desta mulher.

Não
dá beijos, mas seduz com a sua naturalidade. Ativa por natureza, logo foi
pedindo ajuda para alcançar a roupa que queria experimentar. Vestiu um casaco,
reparou nas mangas demasiado compridas, vestiu outro, mirou as costas para ver
como lhe assentava e, ao mesmo tempo, prestava atenção ao comportamento da
plateia. O sorriso de Margarida iluminava a cena.
Nesse
instante, uma imagem concreta da mulher em abstrato cruzou o meu pensamento. No
palco da vida, a mulher joga, com igual mestria, o papel de seduzir e de ser
solidariamente afetiva: a história da mulher é uma trança de resiliência e de
sedução.
A
imagem desta criança de dezoito meses, inconscientemente felizes, acompanhou-me
o resto do dia!
Como é importante os filhos e os pais
poderem viver em plenitude a sua condição de pessoas incondicionalmente ligadas
em liberdade.
Apetecia-me dizer: tal mãe, tal filha. Muito interessante esta análise duma maternidade que se projeta na infância dum filho desejado em liberdade. Lindo, gostei muito
ResponderEliminarQuerida Fernanda obrigada pelo seu texto, gostamos tanto...
ResponderEliminarFico feliz ao saber o quão transparente é a minha felicidade pela descoberta da maternidade e o quão feminina se está a tornar a minha a cria. Espero estar à altura de a ajudar a se tornar uma grande Mulher.
Beijos sorridentes,
Teresa e Margarida
Gostei muito do texto. Uma menina é vaidosa por natureza.
ResponderEliminarE esta, pela descrição, é uma pérola.
Se nunca tivesse sido pai, talvez nunca viesse a perceber o fenómeno único, belo e transcendente da maternidade. Este texto espelha isso mesmo. A confirma-lo, o comentário das personagens.
ResponderEliminarSó uma sensibilidade artística é capaz de captar toda a poesia que existe numa cena do quotidiano. Texto enternecedor!
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