Susana
Ramos
Uma
alma a Ocidente
Todos
os mares percorreu
Até
terras do sol nascente,
Outro
lar distante do seu.
Terra
de beleza estranha,
Do
mar azul à montanha
Um
oscilar de emoções.
Chegando,
segue viagem
Para
o coração do país
E
já como a bruta paisagem
Se
confunde, é feliz.
Já
é noite e chega a hora
Do
mundo se ir deitar
Apenas
eu permaneço
Sozinha
o céu a fitar.
“Não
há outro céu assim
Tão
negro e tão brilhante”
E
perco-me dentro de mim
Ainda
que por um instante.
Viagens
longas e árduas
Por
sinuosos caminhos
O
céu e o inferno se tocam
Como
rosas e espinhos.
Gritos
mudos,
Silêncio
ensurdecedor,
São
ouvidos e sentidos
Um
pouco por todo o Timor.
Sem
procurar encontrei
O
que muitos seguem buscando
E
neste abismo me lancei
Nem
um segundo hesitando.
Timor,
Timor…
Se
soubesses o quanto te amei
Terias
subido ao trono
Deste
coração que te fez rei.
15
de Março de 2013



