Mostrar mensagens com a etiqueta Susana Ramos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Susana Ramos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

REMINISCÊNCIAS

EVOLUIR agradece ao autor o envio deste texto para publicação

Susana Ramos

Uma alma a Ocidente
Todos os mares percorreu
Até terras do sol nascente,
Outro lar distante do seu.

Terra de beleza estranha,
De  grandes contradições
Do mar azul à montanha
Um oscilar de emoções.

Chegando, segue viagem
Para o coração do país
E já como a bruta paisagem
Se confunde, é feliz.

Já é noite e chega a hora
Do mundo se ir deitar
Apenas eu permaneço
Sozinha o céu a fitar.

“Não há outro céu assim
Tão negro e tão brilhante”
E perco-me dentro de mim
Ainda que por um instante.

Viagens longas e árduas
Por sinuosos caminhos
O céu e o inferno se tocam
Como rosas e espinhos.

Gritos mudos,
Silêncio ensurdecedor,
São ouvidos e sentidos
Um pouco por todo o Timor.

Sem procurar encontrei
O que muitos seguem buscando
E neste abismo me lancei
Nem um segundo hesitando.

Timor, Timor…
Se soubesses o quanto te amei
Terias subido ao trono
Deste coração que te fez rei.

15 de Março de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A UM DOMINGO DE RAMOS

Susana Ramos
"Jesus de Nazaré
Pobre carpinteiro judeu
Tornou-se rei entre os homens
E o maior que já viveu.

De olhos escuros talvez
De bela figura o semblante
De cor de canela a tez
O cabelo negro brilhante.



Uma santa terra sem paz


Em terra santa nascido
Uma santa terra sem paz
Continua ainda a sofrer
Pela guerra que o Homem faz.

P'los seus feitos se distinguiu
Está registado na História
Deixou mandamentos novo
Que ficariam na memória.

E se houve quem lhe chamasse
Naquele tempo louco e fanfarrão
Cuidado com os loucos de hoje
Não se sabe o que serão.

Cristo ou Emanuel
Ou leão da tribo de Judá
Se teve mulher ou não
Que importa? Quem saberá?

Este filho de Davi,
Não há quem dele se não lembre
'Toda a honra, toda a glória
Agora e para sempre'. "

Díli, 23 de Março de 2013







domingo, 17 de março de 2013

AHI MATE




EVOLUIR agradece este texto para publicação



Susana Ramos
 

No mais profundo silêncio, na escuridão mais abjeta
Das entranhas do fim do mundo, lava a alma um poeta.
 
A luz há muito se foi...não há vela que não se apague
Quando digo que 'nem há lua', testemunho um milagre. 
E é à luz dela que agora, no chão frio me deito e escrevo
Sem saber como dizer...coisas que penso e não me  atrevo. 
Em mil pensamentos me afundo, para um só me resgatar
Não há visão neste mundo, mais bela que o teu olhar. 
Será apenas fantasia? Ou a minha imaginação?
Não conseguem ver os olhos o que sente o coração. 
Na solidão deste devaneio, sob a atenta luz do luar
Tento em vão sonhar sonhos que jamais se irão consumar. 
Eu paro...repenso um plano, de seguir sem olhar p'ra trás
Mas há coisas neste mundo que me tornam incapaz. 
Oscilo entre ideais, não tenho nada nem tudo 
Eu estranho, pergunto ao céu...ele fica quieto e mudo. 
Ó Deus! Entidades divinas! Se não é este desígnio vosso
Dai-me cá uma ajudinha, que esta noite estou que nem posso!
E vós que haveis lido, estas linhas que a pérfida lucidez abate
Escreveu-as Susana Ramos, numa noite de AHI MATE!


Díli, 18 de Fevereiro de 2013
Professora/Consultora no Ministério da Educação de Timor-Leste
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...