domingo, 4 de maio de 2014

DIA DE ANOS

EVOLUIR agradece ao autor o envio deste texto para publicação



Hoje fazias anos, minha Mãe!
Se ainda fosses viva, que alegria!
Um ramo todo em rosas te daria,
Um ramo igual a tantos que te dei!

Mas as coisas não mudam, bem o sei
E estar a imaginar o que faria,
É como pôr mais fogo na agonia,
Neste desgosto imenso que eu calei.

Hoje fazias anos, é verdade
E eu só posso ofertar-te esta saudade,
Esta minha afeição amargurada.

Por tudo o que me deste ainda em vida,
Neste dia, minh´alma agradecida,
Te diz: Oh! minha Mãe, muito obrigada!

Maria Celeste Salgueiro©2014,Aveiro,Portugal

6 comentários:

  1. Um ramo de palavras sentidas, soltas ao céus, que tenho a certeza agora entregues a sua mãe. Maravilhoso.

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  2. Lindo poema à mãe, Maria Celeste! Tal como a Albertina, também acredito que ela o recebeu - com um sorriso tal como quando lhe oferecia flores.

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  3. TAMBÉM GOSTEI DESTE BONITO E SENTIDO SONETO

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  4. E com um enorme abraço e um sorriso rasgado de orelha a orelha, ela diria: “Obrigada minha filha, tu nunca te esqueces de mim, são lindas”.

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  5. Ninguém como a Celeste para nos recordar o inesquecível. Se ser mãe é uma dádiva diária, ser filha é uma recordação para a vida toda e ainda sobra um sentimento profundo de acto inacabado.

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